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Wsp Global — Investor Presentation

76 slides from Wsp Global's investor presentation

  1. Slide 1: Senhores dos cantos... das terras

    LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO 1 SENHORES DOS CANTOS... DAS TERRAS

  2. Slide 2: LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

    2 LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

  3. Slide 3: Apresentação

    Apresentação Paulo Mário Correia de Araújo A Ecology Brasil tem a grande honra de iniciar a apresentação da Coleção Senhores dos cantos... das terras, expressiva mostra da música dos Nambikuara do Cerrado/Vale do Guaporé/Serra do Norte, Boe-Bororo, Umutina-Balatiponé, Kwazá e Aikanã. A caixa de sons

  4. Slide 4: Na condição de presidente da Ecology Brasil

    Na condição de presidente da Ecology Brasil e bisneto do antropólogo Edgard Roquette- Pinto acompanhei com vivo interesse e atenção todo o processo de desenvolvimento do Programa de Valorização Cultural. O meu bisavô foi um dos pioneiros nos estudos sobre grupos indígenas da base territorial do Prog

  5. Slide 5: LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

    LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO 5

  6. Slide 6: Livro 1 - Apresentação

    (16) LivrO 1 - APRESENTAGAO

  7. Slide 7: Map of indigenous lands

    MATO GROSSO’ Niyple do Or . i) cA | T'Sararé ha Paukalirajausu TI Pe ys Umutina qi! Jarudore GOIAS 2 s & a Tl Tadarimana\ ¥\ MINAS GERAIS MS SAO PAULO

  8. Slide 8: LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

    8 LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

  9. Slide 9: Programa de Valorização Cultural

    Programa de Valorização Cultural dos Nambikuara do Cerrado/Vale do Guaporé/Serra do Norte, Boe-Bororo, Umutina-Balatiponé, Kwazá e Aikanã Priscila Barreto Sampaio Paulo Roberto Bahiense LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO 9

  10. Slide 10: A proposta de criação do Programa de Valorização Cultural

    A proposta de criação do Programa de Valorização Cultural dos povos indígenas Nambikuara do Cerrado/ Vale do Guaporé/Serra do Norte, Boe-Bororo, Umutina- Balatiponé, Kwazá e Aikanã germinou durante a pesquisa de campo do Estudo de Componente Indígena das Linhas de Transmissão em 600 kV CC – Subestaç

  11. Slide 11: Em muitas ocasiões os trajetos trilhados

    Em muitas ocasiões os trajetos trilhados demandaram autorização e orientação prévias dos espíritos, cujas prescrições foram respeitosamente acatadas e seguidas à risca por índios e não índios. Apurando os sentidos da visão e da audição, pouco a pouco fomos conduzidos a uma viagem por um mundo materi

  12. Slide 12: A partir das conversas travadas com os indígenas

    A partir das conversas travadas com os indígenas em campo e com os parceiros técnicos da Funai fomos coletivamente modelando a concepção da Coleção Senhores dos cantos... das terras. Todas os diálogos convergiram para o reconhecimento da posição de centralidade que a música ocupa no modo de vida ind

  13. Slide 13: À Anna Maria Ribeiro Fernandes Moreira da Costa

    À Anna Maria Ribeiro Fernandes Moreira da Costa, Divino Tserewahú, José Eduardo Fernandes Moreira da Costa, Marcos Wesley de Oliveira, Kamikia P. T. Kisêdgê e Tiago Campos a nossa imensa gratidão pelas parcerias e companhias na bem aventurada viagem pela música indígena. Em sensível e acurada aborda

  14. Slide 14: Há música para invocar espíritos

    Há música para invocar espíritos, curar, fazer roça, caçar, coletar, pescar, guerrear, acalantar crianças, fazer crônica da vida social... Ou seja, cada música encontra- se subjacentemente articulada a uma teia intrincada de narrativas míticas e históricas, relações sociais cotidianas, etnoconhecime

  15. Slide 15: A perspectiva binária música-território

    A perspectiva binária música-território, pleiteada pelo Programa de Valorização Cultural, coaduna-se com os anseios indígenas pela reapropriação das terras que lhes foram usurpadas. A despeito da subtração e fragmentação territoriais sofridas, o território tradicional Nambikuara do Cerrado/Vale do G

  16. Slide 16: As gravações dos repertórios musicais indígenas

    As gravações dos repertórios musicais indígenas pelo Programa de Valorização Cultural conformaram espaços de demarcação da alteridade dos diversos povos indígenas e de reatualização coletiva da memória étnica. Carelli (2012) observa que “registrar histórias, cantos, danças e conhecimentos que ficarã

  17. Slide 17: LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

    LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO 17

  18. Slide 18: O desenho metodológico do Programa

    O desenho metodológico do Programa de Valorização Cultural pautou-se na elaboração de atividades inter- relacionadas, envolvendo o recurso das tecnologias de áudio, audiovisuais e editoriais. As gravações foram executadas por meio do planejamento participativo dos grupos indígenas integrantes do Pro

  19. Slide 19: Ao término das gravações

    Ao término das gravações realizadas junto a cada um dos povos indígenas foi entregue aos seus representantes uma cópia integral de todos os repertórios musicais e imagens registrados. Após essa devolutiva, cada grupo indígena fez livremente a sua seleção das músicas que compõem uma coletânea persona

  20. Slide 20: Após o término das gravações foi realizada uma oficina

    Após o término das gravações foi realizada uma oficina de produção textual de autoria indígena, por meio de parceria entre as equipes técnicas da Ecology Brasil e do Centro Cultural Ikuiapá/Museu do Índio/ Funai-Cuiabá. Os intercâmbios entre as mencionadas equipes contribuíram significativamente par

  21. Slide 21: A estratégia metodológica adotada

    A estratégia metodológica adotada buscou valorizar a liberdade de escrita dos participantes da oficina, de modo a respeitar a significativa variação nas suas experiências de letramento, seja nas suas línguas maternas ou na língua portuguesa. O fio condutor do trabalho foi a proposta de construção de

  22. Slide 22: LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

    22 LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

  23. Slide 23: Tradicionalmente, as culturas indígenas

    Tradicionalmente, as culturas indígenas são baseadas na transmissão oral e na linguagem simbólica das imagens. Durante a realização das gravações musicais nas aldeias, simultaneamente, também foram livremente elaborados pelos indígenas os desenhos que ilustram os textos da coleção. As imagens indíge

  24. Slide 24: Excepcionalmente no livro Nambikuara do Cerrado

    Excepcionalmente no livro Nambikuara do Cerrado encontram-se entremeadas às imagens dos desenhistas indígenas alguns poucos e significativos desenhos elaborados por Anna e sua filha Loyuá Ribeiro Fernandes Moreira da Costa. A mãe, etnohistoriadora e etnóloga; a filha, advogada. Ambas também desenhis

  25. Slide 25: A mescla de imagens indígenas e não indígenas

    A mescla de imagens indígenas e não indígenas apresentada no livro Nambikuara do Cerrado se repete nos livros Boe-Bororo e Coleção Senhores dos Cantos... das terras. O livro Boe-Bororo contém uma única e belíssima estampa do professor de desenho e etnólogo alemão Erich Freundt extraída do seu livro

  26. Slide 26: Contemporaneamente, as tecnologias audiovisuais

    Contemporaneamente, as incomparáveis tecnologias audiovisuais disponíveis facilitam enormemente a documentação da diversificada produção cultural indígena. Os pioneiros registros musicais nas aldeias demandaram esforços inimagináveis para a época. Rememore-se aqui os valiosos registros da música Par

  27. Slide 27: A longa jornada de viagem de Roquette-Pinto

    A longa jornada de viagem de Roquette-Pinto aos confins do Centro-Oeste brasileiro abrangeu, em grande medida, a base territorial do Programa de Valorização Cultural que aqui se apresenta. A arrojada excursão do antropólogo foi devotada à formação e estudo das coleções etnográficas dos povos indígen

  28. Slide 28: Há um século, Roquette-Pinto refutou teorias racialistas

    Há um século, Roquette-Pinto refutou teorias racialistas então hegemônicas que apregoavam a crença na inferioridade de índios e negros. Na abordagem da questão indígena, a argumentação do antropólogo apontava a grande dívida acumulada pelo estado e sociedade brasileiros, face à invasões perpetradas

  29. Slide 29: Roquette-Pinto foi ao coração do Brasil

    “Roquette-Pinto foi ao ‘coração do Brasil’ para nele formular, por meio da colaboração da Comissão Rondon, as distinções entre índios e brasileiros. Forjara- se aí a parceria entre academia, por via da antropologia nascente do Brasil, e a conquista do Oeste brasileiro. As populações nessa ocasião im

  30. Slide 30: Revisitar o pensamento de Roquette-Pinto

    Revisitar o pensamento de Roquette-Pinto contribui para iluminar o contemporâneo e sombrio cenário brasileiro de regressão à violência física e simbólica praticada contra os povos indígenas nos primórdios da república velha. No contra fluxo do círculo vicioso desse eterno retorno, Roquette-Pinto tra

  31. Slide 31: Livro 1 - Apresentação

    LIVRO 1- APRESENTACAO [31

  32. Slide 32: O gesto inicial de Roquette-Pinto

    O gesto inicial de Roquette-Pinto no registro da música Paresi e Nambikuara e sua reverberação entre artistas e intelectuais nos faz lembrar o papel protagonizado pela música no filme o Abraço da Serpente, inspirado nos diários de Theodor Koch-Grünberg e de Richard Evans Schultes. Na trama dirigida

  33. Slide 33: Livro 1 - Apresentação

    4 LIVRO 1 - APRESENTACAO 331)

  34. Slide 34: LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

    34 LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

  35. Slide 35: Senhores dos cantos ... das terras

    Senhores dos cantos ... das terras Anna Maria Ribeiro F. M. Costa Senhores dos cantos... das terras é uma caixa de música! Assemelha-se àquelas caixas antigas, criadas no século XVIII, porque também desperta expectativa à pessoa que a toma em suas mãos com extremo cuidado e curiosidade. Ao ser abert

  36. Slide 36: Livro 1 - Apresentação

    36 _LIVRO 1 - APRESENTACAO

  37. Slide 37: Esta caixa, metaforicamente, é o personagem principal

    Esta caixa, metaforicamente, é o personagem principal da história que ela mesma quer contar. Tem sentido contrário ao da caixa de Pandora, que ao ser aberta deixa escapar os males da humanidade, tal qual a curiosidade de um pássaro ao abrir inoportunamente a cabaça da noite, ao causar uma grande cal

  38. Slide 38: E é do tempo da Pindorama ou Ilha de Vera Cruz

    E é do tempo da Pindorama ou Ilha de Vera Cruz, no decurso do século XVI que vêm as primeiras notícias – narrativas de cronistas, viajantes, missionários e aventureiros – sobre danças e instrumentos musicais dos indígenas contatados pelos homens das naus e caravelas vindas do além-mar. Ao escrever a

  39. Slide 39: Bem depois, em 1554, chegou Hans Staden

    Bem depois, em 1554, chegou Hans Staden, um aventureiro alemão que por duas vezes esteve no Brasil. Ao aliar-se aos portugueses, participou de combates nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente contra os franceses e seus aliados indígenas. Do Tupinambá se tornou refém e, por pouco, não foi vítim

  40. Slide 40: E lá estão, em todas as edições, os maracás

    E lá estão, em todas as edições, os maracás! “Cada selvagem possuía o seu maracá e o acomodava numa cabana especial, onde lhe dava de comer e o consultava sobre tudo”, contou Dona Benta aos netos. Maracás também foram referendados, em outro momento, a partir das ilustrações do original de Staden, na

  41. Slide 41: Depois dos escritos de Hans, André Thevet

    Depois dos escritos de Hans, o frade franciscano André Thevet, de nacionalidade francesa, também escreveu sobre a vida Tupinambá em As Singularidades da França Antárctica, a que outros chamam de América. Dos indígenas da Baía de Guanabara, escreveu: “Quando nossos selvagens regressam vitoriosos a se

  42. Slide 42: Sobre o país chamado de França Antártica

    Sobre o país chamado de França Antártica, História de uma viagem feita à terra do Brasil, de Jean de Léry, disponibilizou um “documento histórico, etnográfico e até musical”. Considerada a segunda obra sobre o Brasil, após a de Hans Staden, só em 1889 foi traduzida para a língua portuguesa por Trist

  43. Slide 43: Livro 1 - Apresentação

    LIVRO 1-APRESENTACAO 43")

  44. Slide 44: LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

    »Udawalts am ‘a Aubivaaslaila: sesaiAbhicd dala Abas alae - APRESENTACAO (44) Livro1

  45. Slide 45: Inclusos nos estudos de 1583 e 1601

    Inclusos nos estudos de 1583 e 1601 estão os relatos de Fernão Cardim, da Companhia de Jesus: Tratados da terra e gente do Brasil. Em “Dos seus bailos e cantos” e sessões subsequentes, preocupou-se em descrever as cerimônias de antropofagia, quando homens e mulheres cantam e dançam com flautas de ba

  46. Slide 46: Escrito entre os anos de 1757 e 1776, João Daniel

    Escrito entre os anos de 1757 e 1776, João Daniel, considerado o “naturalista do Amazonas”, também deixou impressões minuciosas sobre a musicalidade indígena em Tesouro descoberto no rio Amazonas. Escreveu o padre jesuíta: “São muito amigos de festas, danças e bailes; e têm para isso suas gaitas e t

  47. Slide 47: Ainda nos novecentos, o príncipe Maximiliano de Wied Neuwied

    Ainda nos novecentos, o príncipe Maximiliano de Wied Neuwied escreveu que nos cantos dos Botocudo, “simples vozear sem palavras”, figuram a guerra, a caça. Sobre o cantos dos homens, “se assemelha a um ruído desarticulado, que oscila invariavelmente entre três ou quatro notas, ora subindo, ora desce

  48. Slide 48: As observações de Spix e Martius

    As observações de Spix e Martius sobre os Mura, Jurumana, Marami, Tikuna, Juri, Miranha, Carauú, dentre outros, longe de serem lisonjeiras, descreveram suas danças, cerimônias e instrumentos musicais como, por exemplo, a trombeta. Em seus escritos, pode ser lido: “Fez um a chamada para a dança tocan

  49. Slide 49: Em fins do século XIX, Guido Boggiani

    Em fins do século XIX, recolheu Guido Boggiani, que adentrou “nas trevas de mundos desconhecidos”, dados elucidativos sobre Os Caduveu. Em especial à música, ao relatar os ambientes de suas festas, ao som de tambor e flauta, acompanhados do ruído suave do movimento dos brincos em prata com pendentes

  50. Slide 50: Considerado um dos cientistas que mais contribuíram

    Considerado um dos cientistas que mais contribuíram ao conhecimento dos indígenas do Brasil, o século XIX é também representado por Karl von den Steinen com Entre os aborígenes do Brasil Central e O Brasil Central. Durante as viagens ao Xingu em 1884 e 1887, descreveu com acuidade sobre os Bakairi,

  51. Slide 51: A produção bibliográfica dos padres Colbacchini, Albisetti e Venturelli

    A produção bibliográfica dos padres Colbacchini, César Albisetti e Ângelo Jayme Venturelli, junto aos Boe-Bororo, é apreciável! Anos a fio dedicaram-se os religiosos de maneira ímpar aos estudos etnográficos. Sobre cantos de caça e pesca Albisetti e Venturelli reservaram todo o volume III da Enciclo

  52. Slide 52: Roquette-Pinto, em 1912, elencou e analisou dados

    Roquette-Pinto, em 1912, elencou e analisou dados elucidativos referentes aos Paresi e Nambikuara. Rondônia responsabilizou-se por desvendar mistérios existentes entre esses indígenas, especialmente em relação aos Nambikuara. O primoroso trabalho foi enriquecido com um conjunto iconográfico, que rep

  53. Slide 53: Inúmeras composições musicais indígenas uniram-se a Villa-Lobos

    Inúmeras composições musicais indígenas uniram-se à obra coral e orquestral de Villa-Lobos, numa fusão singular de melodias, escalas e lendas pré e pós- colombianas. Nozanina, orquestrada por “Vilá, o índio de casaca”, foi executada em 1938 para receber Rondon no Rio de Janeiro ao retornar de Letíci

  54. Slide 54: Livro 1 - Apresentação

    (54) LIVRO 1 - APRESENTACAO

  55. Slide 55: Sobre os Xavante, David Maybury-Lewis

    Sobre os Xavante, David Maybury-Lewis em A sociedade Xavante, publicado originalmente em 1974, comparou o cerimonial Oi’ó ao balé clássico europeu. Escreveu o antropólogo britânico: “os participantes procuram criar um todo harmonioso que proporcione prazer estético aos espectadores, apresentando uma

  56. Slide 56: Kõmãyxop cantos xamânicos Maxakali

    Kõmãyxop cantos xamânicos Maxakali/tĩkmũ’ũn, estudo organizado por Toninho Maxakali e Eduardo Pires Rosse, livro-disco de 2011, trata com exclusivismo da sonoridade e da musicalidade indígenas e seu lugar no cotidiano da aldeia. Chega a quase meia centena o número de cantos-poemas-músicas em língua

  57. Slide 57: Awapá, nosso canto nasceu

    Awapá, nosso canto nasceu porque havia entre os indígenas “a suspeita de que a música tradicional corria perigo de desaparecer na aldeia Yawalapiti”. O ancião Parú havia morrido e levou em “sua memória grande parte do acervo musical que deveria ter passado, em vida, aos jovens”. Composições e habili

  58. Slide 58: Esta brevíssima descrição do percurso dos cantos

    Esta brevíssima descrição do percurso dos cantos e instrumentos musicais indígenas iniciado com a carta de Caminha certamente não constitui um compêndio sobre a etnomusicologia indígena e seus estudiosos. Seria, certamente, extremamente sucinta, injusta. Pretendeu esta descrição exaltar a música com

  59. Slide 59: Como escreveu Helza Camêu

    Como escreveu Helza Camêu em sua primorosa pesquisa Introdução ao estudo da música indígena brasileira, a música indígena consiste na junção das palavras e do movimento do corpo, denominando-a de “canção dançada”, tal qual observaram os cronistas dos séculos XVI, quando, por exemplo, Cardim escreveu

  60. Slide 60: O protagonismo indígena

    O protagonismo indígena, principalmente verificado após a promulgação da Constituição Federal de 1988, vem ganhando espaços merecidos na sociedade brasileira diante aos esforços imensuráveis dos povos indígenas. No campo da música, interesse desta coleção, suas composições reproduzem conhecimentos d

  61. Slide 61: Perceber diferenças entre os indígenas

    Perceber diferenças entre os indígenas é um ato de bravura, de boa vontade por parte dos demais membros da sociedade brasileira, pois oportuniza reconhecer as linhas coloridas da diversidade cultural que bordam o tecido brasileiro. É reconhecer que há uma fissura profunda que separa, cada vez mais,

  62. Slide 62: Os territórios indígenas, há muito cercados

    Os territórios indígenas, há muito cercados por vilas, cidades, latifúndios, são uma das principais razões para o alargamento das fissuras. O desconhecimento dos não índios sobre os mais de 200 povos que habitam em terras brasileiras é descomunal! Não se quantifica, mas atinge a marca da desumanidad

  63. Slide 63: Dez livros serão vistos a quem abrir a caixa de música

    Dez livros serão vistos a quem abrir a caixa de música. Além deste, que explica a intenção da coleção e traz um álbum de 10 músicas, cada uma delas pertencente a um povo indígena e seus grupos, como no caso dos Nambikuara, Senhores dos cantos... das terras compõe- se de mais nove livros-discos que a

  64. Slide 64: A lembrar do historiador Jacques Le Goff

    A lembrar do historiador francês Jacques Le Goff, os cantos são também práticas de memorização porque suas composições musicais reproduzem vivências. Entre os indígenas, as composições musicais falam de amores correspondidos, amores perdidos, do ciúme, da saudade de quem já se foi, de meninas púbere

  65. Slide 65: LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

    ane. (ivro1- ‘APRESENTACAO OOS — a —_ .. _-»~.., =

  66. Slide 66: Bibliografia

    BIBLIOGRAFIA ALBISETTI, César; VENTURELLI, Ângelo Jayme. Enciclopédia Bororo Volume III. Textos dos cantos de caça e pesca. Faculdade Dom Aquino de Filosofia, Ciências e Letras. Instituto de Pesquisas Etnográficas. Campo Grande: Museu Regional Dom Bosco, 1976 (Publicação nº 5). AYTAI, Desidério. Apo

  67. Slide 67: Bibliografia (continued)

    FERREIRA, Alexandre Rodrigues. Viagem filosófica pelas capitanias do Grão Pará, rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá. Rio de Janeiro: Conselho Federal de Cultura, 1974 (Memórias. Antropologia). FERRO, Lila Rosa S. (Org.). Awapá, nosso canto. Brasília: CGDTI/FUNAI, 2008. GANDAVO, Pero de Magalhães. Tratad

  68. Slide 68: Bibliografia (continued)

    Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH, São Paulo, julho 2011. SCHULTZ, Harald. Vinte e três índios resistem à civilização. São Paulo: Melhoramentos, 1953. SOUSA, Gabriel Soares de. Notícias do Brasil. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1959 (Biblioteca Histórica Brasileira, XVI). SPI

  69. Slide 69: Créditos

    CRÉDITOS IE MADEIRA E NORTE BRASIL E ESTAÇÃO TRANSMISSORA FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO EMPREENDEDORES Centro Cultural Ikuiapá/Museu do Índio Estudo de Componente Indígena e Projeto Básico Ambiental Indígena Coordenação Regional de Cuiabá das Linhas de Transmissão 600 kV CC/Subestação Coletora Porto Ve

  70. Slide 70: Som e Imagem

    SOM E IMAGEM Anna Maria Costa Ribeiro Fernandes Moreira Costa SOM NAS ALDEIAS E VÍDEO NAS ALDEIAS Centro Cultural Ikuiapá/Museu do índio/Fundação Nacional do Índio José Eduardo F. Moreira da Costa CDs Coordenação Regional de Cuiabá-MT/Fundação Nacional do Índio Marcos Wesley de Oliveira Produção Fon

  71. Slide 71: Créditos (continued)

    Mário Aikanã-Kwazá Martinha Negarotê Martinho Hahaintesu Paulo Roberto Bahiense Reginaldo Katitaurlu Sílvio Mário Oikare Zezinho Kwazá Zezinho Negarotê Produção Gráfica Letícia Santos Identidade Visual, projeto gráfico e diagramação Kate de Melo Diagramação e tratamento de imagens Mapas Comissão de

  72. Slide 72: Lista de Músicas

    LISTA DE MÚSICAS Nome do Álbum: Senhores dos cantos ... das terras Faixa 18: Yax3nxũ3yax3nxũ2ka3li3su2, porco espinho pequeno (Nambikuara do cerrado) Faixa 19: Wananaetesu, música da banana (Hahaintesu) Faixa 1: Kwaseisu, o som da flecha (Wasusu Central) Faixa 20: Honikinala – Namoro (Wasusu Central

  73. Slide 73: LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

    LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO 73

  74. Slide 74: LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

    74 LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

  75. Slide 75: LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

    LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO 75

  76. Slide 76: Realização e Apoio

    Realização: Apoio e Produção da Coleção de Livros: Produção dos CDs e Vídeos: Empreendedor: 76 LIVRO 1 - APRESENTAÇÃO

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