Banco Do Nordeste Do Brasil S.a. · BMFBOVESPA:BNBR3

Banco Do Nordeste Do Brasil — Investor Presentation (April 2009)

43 slides from Banco Do Nordeste Do Brasil's investor presentation, April 2009

  1. Slide 1: Centro cultural como espaço democrático

    Centro cultural como espaço democrático José Márcio Barros josemarciobarros@gmail.com Observatório da Diversidade Cultural UEMG/PUC Minas Abril/2009

  2. Slide 2: Penso que meu papel nesta mesa é o de problematizar

    Penso que meu papel nesta mesa, entre duas experiências tão respeitáveis, é o de PROBLEMATIZAR, ou seja pensar por meio e através de problemas.

  3. Slide 3: Escolho 3 termos: centro cultural, espaço, democracia

    Escolho 3, todos eles enunciados no título da mesa: CENTRO CULTURAL ESPAÇO DEMOCRACIA

  4. Slide 4: A questão dos centros culturais

    A QUESTÃO DOS CENTROS CULTURAIS Proponho cuidado no uso do termo como • adjetivo (cultural) • e como substantivo (cultura)

  5. Slide 5: A questão dos centros culturais

    A QUESTÃO DOS CENTROS CULTURAIS Quero sugerir que há diferença entre • uma instituição onde a cultura acrescenta qualidade a uma outra coisa • e uma instituição onde a cultura é a sua própria substância

  6. Slide 6: A questão dos centros culturais

    A QUESTÃO DOS CENTROS CULTURAIS Não se trata de um detalhe ou curiosidade mas de um convite a se pensar sobre • a sintaxe de nossas práticas e • a semântica de nossos projetos e realizações,

  7. Slide 7: A questão dos centros culturais

    A QUESTÃO DOS CENTROS CULTURAIS E porque isso é importante ? Porque assim podemos re-conhecer o que é feito em nome, por meio e através da cultura. A título de exercício reflexivo:

  8. Slide 8: Um exercício de tipologia

    •Um exercício tipológico Um exercício de tipologia T IP O D E IN S T IT U IÇ Ã O A C U LT U R A A C U L TU R A COM O CO M O A D J E T IV O O B J E T IV O C A R A C T ER ÍS T IC A S O b je tiv os L eg it im aç ã o e O s d irei t os p rom oç ã o d a c u lt ur ai s in s titu iç ão P la n eja m e n to S

  9. Slide 9: A questão dos centros culturais

    A QUESTÃO DOS CENTROS CULTURAIS Há ainda uma outra possibilidade de tipologia que nos ajuda a pensar nosso objeto O quadro a seguir foi organizado por Bernardo da Mata Machado, inspirado em Eduard Miralles, professor do curso de Gestão Cultural (especialização em Cooperação Cultural Ibero americana)

  10. Slide 10: Formas políticas do Estado e instituições culturais

    FO RM A S P OL ÍT IC AS INS TITU IÇÕE S P ROF IS SION AIS DE CU LT UR AIS . CU LT UR AIS E ST AD O (paradigm as) Estado Cultura • M useus nac. •R estaurador Liberal Patr im onial •B ibliotecas • Bibliotecário nac. •C or pos E stáveis • Teatros nac. •P rofessor de arte • conservatórios Estado D em oc

  11. Slide 11: A questão dos centros culturais

    A QUESTÃO DOS CENTROS CULTURAIS Notem aqui certa inversão : tomamos a democratização da cultura como restrita ao acesso e a afirmamos como pleno exercício do direito à cultura quando ela adjetiva a democracia. O melhor seria uma cultura da democracia somada a uma cultura democrática?.

  12. Slide 12: A questão do espaço

    A QUESTÃO DO ESPAÇO Aqui quero levantar 2 questões Que tipo de espaço constitui um centro cultural ? (em) Que tipo de espacialidade (se) articula ?

  13. Slide 13: A questão do espaço

    A QUESTÃO DO ESPAÇO • Qual a melhor forma de designar o nosso objeto • centro cultural • casa de cultura • espaço cultural • complexo cultural • conjunto cultural • centro de cultura ? • ponto de cultura

  14. Slide 14: A questão espaço

    A QUESTÃO ESPAÇO O certo é que, a despeito de usos pouco precisos, os termos • centro • casa • espaço • complexo • conjunto • ponto não são sinônimos e sugerem idéias e práticas distintas

  15. Slide 15: A questão espaço

    A QUESTÃO ESPAÇO Não se trata aqui de repetir os esforços de Teixeira Coelho e Luiz Milanesi na construção de uma tipologia, mas de compreender as fronteiras entre usos e apropriações da cultura pelas instituições

  16. Slide 16: A questão dos espaços

    A QUESTÃO DOS ESPAÇOS Cada modelo nos convidaria a pensar: como articulamos o fazer de uma instituição de cultura de forma mais dinâmica, inclusiva, difusa, plural; como articulamos passado, presente e futuro,

  17. Slide 17: A questão dos espaços

    A QUESTÃO DOS ESPAÇOS como integramos a dimensão antropológica e a dimensão artística da cultura; como articulamos o nativo e o estrangeiro, o próximo e o distante, o mesmo e o distinto; como articulamos o que fomos, o que somos e o que virá

  18. Slide 18: A questão dos espaços

    A QUESTÃO DOS ESPAÇOS A questão de um centro cultural (para usar o termo oficial do evento) como espaço é aqui menos uma questão de infra-estrutura (apesar de sua importância) e mais uma questão política.

  19. Slide 19: A questão dos espaços

    A QUESTÃO DOS ESPAÇOS Com Jean Baudrillard, em Simulacros e Simulações, trata- se de saber se buscamos a superação da selvageria através da ação civilizatória de “hipermercados culturais” ou se nos preocupamos com os direitos culturais.

  20. Slide 20: A questão do espaço

    A QUESTÃO DO ESPAÇO Na segunda dimensão temos outros desafios a enfrentar. Que espaço um centro cultural deve ocupar?

  21. Slide 21: A questão do espaço

    A QUESTÃO DO ESPAÇO A dinâmica cultural e urbana contemporânea é marcada por tensões e sobreposições do tipo: • CENTROS E CENTRALIDADES • PERMANENCIAS E FLUXOS • PERTENCIMENTOS E DESLOCAMENTOS • O PRESENCIAL E O VIRTUAL

  22. Slide 22: A questão do espaço

    A QUESTÃO DO ESPAÇO Ou seja, a despeito de todo o processo des enraizamento com lugares e re-conexão com o espaço, continuamos a viver no plano do local (ruas, bairros, comunidades). Talvez isso explique o porque da importância de duas ferramentas atuais - o GPS Sistema de Posicionamento Global e o

  23. Slide 23: A questão do espaço

    A QUESTÃO DO ESPAÇO Como pensar a localização e o espaço de articulação de um centro cultural como este em que nos encontramos? Qual seria a melhor forma de dizer onde fica e onde atua o CCBNB Fortaleza ?

  24. Slide 24: Google Maps - Rua Floriano Peixoto Fortaleza

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  25. Slide 25: Google Maps - Rua Floriano Peixoto Fortaleza

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  26. Slide 26: Google Maps - Rua Floriano Peixoto Fortaleza

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  27. Slide 27: Google Maps - Rua Floriano Peixoto Fortaleza

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  28. Slide 28: Google Maps - Rua Floriano Peixoto Fortaleza

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  29. Slide 29: Google Maps - Rua Floriano Peixoto Fortaleza

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  30. Slide 30: Google Maps - Rua Floriano Peixoto Fortaleza

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  31. Slide 31: Google Maps - centro cultural Fortaleza

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  32. Slide 32: O espaço e a espacialidade de um centro cultural

    O espaço e a espacialidade de um centro cultural é, pois, questão estruturante de sua missão.

  33. Slide 33: A questão da democracia

    A QUESTÃO DA DEMOCRACIA

  34. Slide 34: A questão da democracia

    A QUESTÃO DA DEMOCRACIA A Democracia no campo da cultura não pode ser reduzida a um mosaico de curiosas e excêntricas diferenças. Democracia é um regime de convivência equitativa entre as diversidades. Daí só ser possível esta articulação se:

  35. Slide 35: Tomarmos a cultura como direito

    A QUESTÃO DA DEMOCRACIA TOMARMOS A CULTURA COMO DIREITO • para além do direito autoral, • o direito à participação na vida cultural, que engloba: • os direitos à livre criação • livre fruição • livre difusão • e livre participação nas decisões de política cultural • o direito à identidade cultural (

  36. Slide 36: Tomarmos a cidadania como exercício cotidiano

    A QUESTÃO DA DEMOCRACIA TOMARMOS A CIDADANIA COMO EXERCÍCIO COTIDIANO DOS • direitos e deveres • mas também como construção de laços de identidade e participação

  37. Slide 37: A questão da democracia

    A QUESTÃO DA DEMOCRACIA Por isso, pensar um centro cultural como espaço democrático, não se esgota na alegoria da programação, mas no que se é capaz de fazer através dela em termos políticos e simbólicas.

  38. Slide 38: Em síntese

    EM SINTESE O que garantirá o caráter publico e democrático da instituição cultural ? • a forma como se organiza como espaço de múltiplos e diversos públicos, linguagens, tempos e configurações simbólicas DESAFIO: COMO EVITAR O MOSAICO DE CURIOSIDADES TRAVESTIDA DE DIVERSIDADE ?

  39. Slide 39: Em síntese

    EM SINTESE • a maneira como incorpora e ocupa diferentes espaços DESAFIO: COMO NÃO SE CONTENTAR COM UNIDADES MÓVEIS DE CIRCULAÇÃO PREVISÍVEL E DESCONTÍNUA OU ESTRATÉGIAS DE VISIBILIDADE OPORTUNÍSTICA ? • a maneira como se estrutura com participação e transparência DESAFIO: COMO IR ALÉM DE CONSELHOS

  40. Slide 40: Em síntese

    EM SÍNTESE Penso que um centro cultural se constitui como espaço democrático na medida em que: • a cultura se configurar como um substantivo estruturador e não um adjetivo qualificador • constituir-se como espaço e espacialidade, lugar e fluxo, referência e movimento na dinâmica da realidade urbana

  41. Slide 41: Em síntese

    EM SÍNTESE • estruturar seus meios e fins em consonância com os componentes da cultura como direito • articular- se em rede com os demais equipamentos permanentes, evitando o autismo-institucional

  42. Slide 42: Em síntese

    EM SINTESE • a maneira como transborda espacialidades, arma continuidades, institui rupturas, reforça as permanências. • articula o consagrado ao emergente ou seja, a maneira como se estrutura como lugar de cultivo e não apenas de colheita, lugar de todos os elos da cultura

  43. Slide 43: Parabéns CCBNB/Fortaleza por tantas transformações em apenas 10 anos

    PARABENS CCBNB/FORTALEZA POR TANTAS TRANSFORMAÇÕES EM APENAS 10 ANOS DE EXISTÊNCIA !

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